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AS MINHAS VIAGENS

AS MINHAS VIAGENS

SAFARI FOTOGRÁFICO PELO GERÊS

19.06.22 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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O início do mês de Junho, entre a Primavera  e o Verão, é uma das boas alturas (todas são) para visitar o Parque Nacional da Peneda-Gerês e alguns dos seus locais mis apelativos, seja que para uns o ideal são as cascatas e as lagoas que se formam e permitem banhos em águas límpidas, transparentes- e bem frias, acrescento eu-, ou as caminhadas pelos frondosos bosques onde em alguns locais a própria luz solar tem dificuldade em penetrar… ou ainda esse degustar de cheiros e de cores tão próprios da região, todo um manancial para o despertar de todos os sentidos.

Pois bem, o que nos propusemos fazer foi um tour, tipo safari fotográfico (tudo o que tem a ver com a descrição e valores do PNPG pode encontrar numa rápida pesquisa na net e depois decidir-se) tendo por base a vila de Vieira do Minho, a descida até à ponte do Rio Caldo, verdadeira fronteira natural do Parque, subir à vial do Gerês, explorar um pouco da mata da Albergaria, Portela do Homem, Castelo e espigueiros do Lindoso, Espigueiros do Soajo e Arcos de Valdevez.

Três dias plenos de acção e de cuidadosa condução por estradas estreitas, caminhos de terra batida e de pulmões plenos de um oxigénio revitalizador.

Recomendamos!

  1. FONTES E CASCATAS

Se há algo em que o PNPG é fértil é em águas límpidas, cristalinas e transparentes. Um pouco por todo o lado surgem fontes e regatos e cascatas ou quedas de água, umas de maior expressão que outras pela sua dimensão. Nem em todos os locais se consegue parar o carro, pelo que algumas vezes é preciso caminhar um pouco para lá chegar.

  1. PAISAGENS

Alguns locais são verdadeiramente idílicos e obrigam-nos a parar, caminhar um pouco, sentar nas pedras ou nos troncos de árvore caídos e escutar o murmulhar da água que corre por entre pedras e pedrinhas e onde tudo tem um cheiro muito próprio. Noutros locais a estrada é quase um túnel ladeado por árvores e arbustos. Noutros podem admirar-se o rio… enfim, todos os sentidos têm de estar bem despertos para aproveitar ao máximo a visita.

  1. OS ESPIGUEIROS DO LINDOSO E O SEU CASTELO

O Castelo do Lindoso não é muito grande mas ergue-se a uma altitude considerável, dominando por completo o vasto terreiro onde se erguem, majestosos, os espigueiros, construções em pedra e madeira e destinados a guardar os diversos cereais das intempéries. Erguem-se numa espécie de eira, de maiores ou menores dimensões mas com esse fim comum. Um dos que retratámos data de 1881, ou seja, tem 141 anos.

  1. OS ESPIGUEIROS DO SOAJO

A mais de 1400 metros de altitude ergue-se a população do Soajo, conhecida pelos seus magníficos espigueiros, com as mesmas funções dos anteriormente referidos do Lindoso, erguidos sobre uma enorme rocha. Desta povoação saíam para a corte, em Lisboa, diversos cães do uma raça denominada “Sabujo do Soajo”.

  1. ARCOS DE VALDEVEZ

Este nosso périplo termina em Arcos de Valdevez, conhecida pela sua ponte e pelo magnífico espelho de água do seu rio e que é também uma das localidades a visitar e a fotografar.

Muitos outros locais ficaram de fora deste nosso safari por uma questão de ser humanamente impossível em 3 dias estar em todos os lados. Mas recomendamos uma visita ao Santuário de São Bento da Porta Aberta, a Sistelo, a Castro Laboreiro, a Monção, a Melgaço e no regresso, Valença e Ponte de Lima. Uma semana plena de actividades no campo e não esquecendo a magnífica gastronomia local e o vinho verde sempre tão apreciado.

Texto: António Lúcio

Fotos: DR asviagensdolucio.blogs.sapo.pt