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AS MINHAS VIAGENS

NO PARAÍSO DO ATLÂNTICO ILHA DE SÃO MIGUEL - 1º DIA

08.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Dia 1 – Lisboa – Ponta delgada

Meio dia, aeroporto de Lisboa, agora baptizado de Aeroporto Humberto Delgado, prontos para o voo SATA/Air Azores da 13h05. Cinco minutos após a hora indicada, deslocamos de Lisboa com direção a Ponta Delgada, cerca de 2h20 de voo.

Viagem serena, sem turbulências. Aterrámos no Aeroporto João Paulo II cerca das 14h25 locais. Sem muita gente, rapidamente foram entregues as bagagens e fizemos check-in no balcão da rent-a-car para levantar a viatura com que nos deslocaríamos na ilha durante estes 4 dias. Temperatura amena a rondar os 17/18 graus.

Viajamos pela via rápida de Ponta Delgada para a localidade de Povoação onde nos hospedamos no Hotel do Mar. Uma viagem marcada pelo deslumbre de cores, de tonalidades, de contrastes, com árvores, arbustos e flores (azáleas em plena floração). E, desde logo, marcando presença constante, as vacas frísias espalhadas pelos cercados prenhes de erva verde bem viçosa.

Caldeiras, furnas, Lagoa das Furnas, um cheiro intenso a enxofre, a lama a fervilhar, água em enorme ebulição a temperaturas impensáveis, exalando vapores por todos os lados. Indescritível a quantidade de aves – patos e gansos nomeadamente- para além dos melros, dos priolos e outros pequenos passeriformes, que procriam nas margens da Lagoa das Furnas onde, em vários sítios a água borbulha, a temperaturas elevadas.

As furnas onde se cozinha o célebre “Cozido das Furnas”, tem um pequeno percurso, acessível a qualquer pessoa, com um passadiço de madeira de onde se podem apreciar algumas caldeiras em ebulição, com muito vapor de enxofre expelido, outras com lamas em ebulição e os locais onde os proprietários dos restaurantes colocam os tachos do cozido umas boas horas antes deste poder ser degustado (mais de 6h de confecção). Entrar nesta zona custa 2 euros por pessoa…

Depois fomos até à localidade do mesmo nome onde passa uma bela ribeira junto ao Parque Terra Nostra. Nesta localidade jantamos pratos típicos como os filetes de abrótea e o bife tradicional, pudim de ananás ou simplesmente uma fatia de ananás. Os preços, não sendo propriamente baratos, permitem refeições na cada dos 18/20 euros por pessoa.

Já noite escura e quando regressávamos ao hotel em Povoação, a chuva fez a sua aparição, de curta duração diga-se.

Texto: António Lúcio

Fotos: António Lúcio / Dina Pelicho