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AS MINHAS VIAGENS

DORNES, UM DOS VÉRTICES DO TRIÂNGULO TEMPLÁRIO (DORNES/TOMAR/ALMOUROL)

04.02.19 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A presença Templária em Portugal é longeva e a sua importância na conquista territorial e na sua manutenção, em especial na região centro e no Ribatejo fica marcada desde esses tempos imemoriais. Dornes, uma das7 maravilhas de Portugal na categoria Aldeias ribeirinhas, está situada numa pequena península rodeada pelas águas do Rio Zêzere e é um deleite para os apreciadores das belas paisagens, da História e um convite à meditação e introspeção. Motivos de interesse não faltam e na gastronomia não podia deixar de marcar presença o peixe do rio.

Gualdim Pais é uma das figuras proeminentes do séc. XII e a ele se deve, desde logo, a edificação da Torres pentagonal de Dornes, exemplar único da arquitetura militar dos tempos da Reconquista. A seu lado ergue-se a igreja de Nossa Senhora do Pranto que se diz ter sido mandada construir pela Rainha Santa Isabel e que é palco das Peregrinações os Círios, todos os dias de Espírito Santo e 15 de Agosto a serem os seus pontos altos. A flora é interessantíssima e as linhas de água, com belas sombras por perto, convidam ao relaxe.

“O Castelo de Almourol localiza-se na freguesia de Praia do Ribatejo, concelho de Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém, região do Centro (Região das Beiras), em Portugal, embora a sua localização seja frequentemente atribuída a Tancos, visto ser a vila de onde se vislumbra melhor.

Erguido num afloramento de granito a 18 m acima do nível das águas, numa pequena ilha de 310 m de comprimento por 75 m de largura, no médio curso do rio Tejo, um pouco abaixo da sua confluência com o rio Zêzere, à época da Reconquista integrava a chamada Linha do Tejo, actual Região de Turismo dos Templários. Constitui um dos exemplos mais representativos da arquitectura militar da época, evocando simultaneamente os primórdios do reino de Portugal e a Ordem dos Templários, associação que lhe reforça a aura de mistério e romantismo. Com a extinção da Ordem do Templo o castelo de Almourol passa a integrar o património da Ordem de Cristo (que foi a sucessora em Portugal da Ordem dos Templários). “(1)

TOMAR: Convento de Cristo

“Convento de Cristo é o nome pelo qual é geralmente conhecido o conjunto monumental constituído pelo Castelo Templário de Tomar, o convento da Ordem de Cristo da época do Renascimento, a cerca conventual, hoje conhecida por Mata dos Sete Montes, a Ermida da Imaculada Conceição e o aqueduto conventual, também conhecido por Aqueduto dos Pegões. O castelo teve a sua fundação em 1160 e compreendia a vila murada, o terreiro e a casa militar situada entre a casa do Mestre, a Alcáçova, e o oratório dos cavaleiros, em rotunda, a Charola, esta concluída em 1190.

Em 1420, com o castelo então sede da Ordem de Cristo, o Infante D. Henrique, o Navegador, transforma a casa militar num convento, para o ramo de religiosos contemplativos que ele introduz na Ordem de Cristo, e adapta a Alcáçova para sua casa senhorial.

No início do século XVI, D. Manuel I, Rei e Governador da Ordem de Cristo amplia a Rotunda templária para ocidente, com uma nova construção extramuros, a qual inicia um discurso decorativo que celebra as descobertas marítimas portuguesa, a mística da Ordem de Cristo e da Coroa numa grandiosa manifestação de poder e de fé.

A partir de 1531, com a reforma da Ordem de Cristo, por D. João III, vai ser construído o grandioso convento do renascimento, contra o flanco poente do castelo, e rodeando a Nave Manuelina. O convento verá a sua conclusão com o aqueduto com cerca de 6 km de extensão, com Filipe II de Espanha, e com os edifícios da Enfermaria e da Botica, no tempo que sucedeu à guerra da Restauração.

O conjunto destes espaços, construídos ao longo de séculos, faz do Convento de Cristo um grandioso complexo monumental que mereceu a classificação de Património da Humanidade, pela UNESCO.” (2)

A FESTA DOS TABULEIROS

“A Festa dos Tabuleiros é a celebração mais importante da cidade de Tomar, Portugal e uma das maiores e mais antigas do país, sendo a Festa que atrai mais visitantes em Portugal, cerca de meio milhão de pessoas apenas no dia do Cortejo dos Tabuleiros. É também considerado um dos maiores Festivais do Mundo, tendo adquirido estatuto e fama internacional, sendo hoje em dia um dos ícones culturais de Portugal. Também conhecida como a Festa do Espírito Santo, realiza-se de 4 em 4 anos, no início do mês de julho.

O traço mais característico desta festa é o Desfile ou Procissão dos tabuleiros, que representam as freguesias do concelho e percorre a ruas de Tomar por 5 km, ladeado pelas colchas que a população pendeu à janela, e os milhares de visitantes que vêm se deslumbrar por essa profusão de cores.

Tradicionalmente, o tabuleiro é transportado por uma rapariga vestida de branco e terá de ter a altura da mesma. Este é decorado por flores de papel colorido, espigas de trigo, 30 pães, de 400gr cada, enfiados em canas que saem de um cesto de vime evolvido por um pano banco bordado. O topo do tabuleiro é ainda composto por uma coroa encimado pela Cruz de Cristo ou a Pomba do Espírito Santo.

Além do Desfile, a Festa é constituídas de diversas cerimónias tradicionais como o Cortejo das Coroas, o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo ou a chegada dos Bois do Espírito Santo os Cortejos Parciais e os Jogos Populares.” (3)

(1)   (3) In, Wikipédia

(2)   In, www.conventocristo.gov.pt

 Fotos: António Lúcio / Dina Pelicho

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