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AS MINHAS VIAGENS

EM QUINTA-FEIRA DE ESPIGA FOMOS ATÉ AO SANTUÁRIO DOS MILAGRES

18.05.23 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Bem próximo a Sobral de Monte Agarço, junto à localidade de Via Galega, e pertencendo à paróquia de Dois Portos (Torres Vedras), está o Santuário de Nossa Senhora dos Milagres cuja festa anual ocorre a 21 de Agosto. E hoje, quinta-feira de Espiga, tem direito a procissão com a imagem de Nossa Senhora de Fátima a acompanhar a imagem de Nossa Senhora dos Milagres.

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O espaço exterior e interior do Santuário estão magnificamente cuidados e do exterior vislumbram-se magníficas vistas.

O interior tem azulejos muito bem conservados assim como os tectosde madeira pintada e a imagem de Nossa Senhora dos Milagres está magnificamente cuidada.

Um pouco afastado do Santuário está um fontanário com lago e marcos dpedra delimitadores do espaço e que pode ter servido de espaço para os peregrinos se poderem dessedentar dado que as festividades ocorrem em mês de bastante calor.

Texto e fotos: António Lúcio

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA (14) - OS NOSSOS JOGOS DE MIÚDOS

18.05.23 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Quando era miúdo e usava uma bata branca para ir para a escola primária no Almargem, com 7/8 anos, a oferta de entretenimento era mínima e tínhamos, todos nós, de puxar pela imaginação para “inventarmos” os jogos ou alguns dos utensílios para nos podermos entreter…

Para não falar do jogo da apanhada ou das escondidas, do jogo do lenço ou do bate-pé, recordo-me do aro de ferro que conduzíamos com alguma destreza, amparado por um pau com um gancho na ponta e corríamos atrás dele, em especial nos sítios com descidas (muito comuns na nossa zona de Cachimbos, Seramena, Almargem, ou do jogo do prego, sempre que chovia e o campo da feira ficava algo enlameado e nós lá andávamos a mandar um prego grande para espetar no chão e fazer caminhos e bloquear os outros jogadores; ou os jogos do berlinde. E jogávamos à bola, com balizas improvisadas com pedras e paus em pleno campo da feira.

Havia também uma modalidade que provocava algumas quedas, arranhões, nódoas negras, que eram os carrinhos de rolamentos. Nas descidas da igreja de Santo Quintino para a Quinta da Tojeira, com uma curva pronunciada para a esquerda e um muro em frente; ou dos Cachimbos para o Almargem… Competição e nódoas negras eram garantidas.

Com o passar dos anos, vieram as bicicletas a qui a competição era mais familiar. Eu, o meu irmão Paulo, o meu primo António José e o Hélder Dinis, corríamos um circuito Cachimbos, Almargem, Seramena, Cachimbos, cujos resultados nem sempre eram os melhores pois de quando em vez havia umas quedas no percurso, felizmente sem consequências.

Como também é óbvio, tínhamos alguns brinquedos como tractores com reboque, camionetas de carga e de passageiros (o meu pai trabalhava na Lopes & Matos, depois Boa Viagem e mais tarde Rodoviária Nacional), tínhamos animais da quinta, e organizávamos assim os nossos tempos livres. E éramos felizes sim, desfrutávamos da companhia uns dos outros, brincávamos, sujávamo-nos com lama e água, levávamos uns ralhetes de quando em vez. Era outros tempos…

Sobral de Monte Agraço, 18 de Maio de 2023, quinta-feira da Espiga

António Lúcio