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AS MINHAS VIAGENS

AS MINHAS VIAGENS

SERRA DA ESTRELA: POUCA NEVE MAS MUITOS ENCANTOS

11.12.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Serra da Estrela, ainda que com pouca neve, tem sempre os seus encantos e muitos recantos. Subimos da Covilhã até à zona da Torre e depois descemos até Manteigas com o rio Zêzere sempre presente.

Fique com as nossas fotos.

TORRE (1993 metros de altitude)

ALGUMAS PAISAGENS E RECANTOS

COVÃO D'AMETADE

O RIO ZÊZERE (AINDA PEQUENO)

Fotos: António Lúcio

 

SESIMBRA E O SANTUÁRIO DO CABO ESPICHEL

08.12.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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A vila de Sesimbra é sede do Município do mesmo nome, pertence ao distrito de Setúbal e à Área Metropolitano de Lisboa, contando com cerca de 5 600 habitantes num concelho de cerca de 195.47 kms2 e que segundo os censos 2021 tem pouco menos de 50 mil habitantes.

Da sua paisagem natural fazem parte a foz do Rio Sado, a serra da Arrábida, o cabo Espichel, a Lagoa de Albufeira e a Praia do Meco.

Santuário do Cabo Espichel

“O Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, situado no ponto mais ocidental da costa de Sesimbra, é um conjunto arquitetónico civil e religioso único, que alia a monumentalidade do edificado à imaterialidade da devoção religiosa. É composto pela igreja, hospedarias, Ermida da Memória, Casa de Ópera, em ruína, Hortas dos Peregrinos Casa da Água e aqueduto. O enquadramento paisagístico deste monumento, num planalto que termina em escarpas para o mar, torna-o monumental.

A Ermida da Memória, elemento central do Santuário, situada no topo da escarpa sul da Baía dos Lagosteiros, assinala o local onde, segundo a lenda, apareceu em 1410 a imagem da Virgem que deu origem ao culto a Nossa Senhora do Cabo Espichel.

A elevada afluência de peregrinos ao local, pautada pela constituição, em 1432, da Confraria de Nossa Senhora do Cabo, levou a que, entre 1701 e 1770, fossem erigidas as principais edificações que hoje compõem o complexo arquitetónico: a Casa da Água, datada de 1770 e abastecida por um aqueduto, a Igreja, edificada entre 1701-1707, em estilo chão, duas alas de hospedarias construídas após 1715 e ampliadas entre 1745-1760 e a Casa de Ópera, de finais de oitocentos.

Com as invasões napoleónicas, o culto entra em progressivo declínio, travado, contudo, por diversas obras de recuperação realizadas ao longo das últimas décadas.

Atualmente, o culto no Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel encontra-se vivo, nomeadamente através das celebrações dos círios de Azoia, Palmela e Sesimbra, cujas festividades se realizam nos meses de março e abril e agosto e setembro, respetivamente. A sua recuperação para fins turísticos, salvaguardando sempre a sua componente religiosa, está programada para os próximos anos.

(In, Visit Sesimbra - Câmara Municipal de Sesimbra)

Textos: António Lúcio e Visit Sesimbra

Fotos: António Lúcio e Dina Pelicho

 

 

PALMELA: O CASTELO, OS VINHOS, AS FOGAÇAS

07.12.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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A pouco mais de 40 quilómetros de Lisboa e inserida numa área onde predomina o Parque Natural da Serra da Arrábida, o Tejo a norte e o Sado a Leste, vasta área montanhosa e de floresta, Palmela pertence ao distrito de Setúbal e insere-se também na Área Metropolitana de Lisboa, tem pouco menos de 20 mil habitantes e a altitude máxima de de 378 metros acima do nível médio do mar, no local onde se localiza um dos seus ex-libris, o Castelo de Palmela.

Segundo os Censos 2021, o concelho tem 68 879 habitantes numa área de 465.12 km2. Faz fronteira com os concelhos de Benavente, Alcochete, Montijo, Vendas Novas, Alcácer do Sal, Setúbal, Barreiro e Moita.

O CASTELO DE PALMELA

“Com ocupação islâmica entre os séculos VIII-XII, o Castelo de Palmela foi conquistado por D. Afonso Henriques, em 1147 e definitivamente recuperado por D. Sancho I. Sede definitiva da Ordem de Santiago, de 1443 até à sua extinção, em 1834, a fortificação é Monumento Nacional desde 1910.

A posição geográfica do castelo permite um domínio estratégico de parte do estuário sadino, de uma vertente da cordilheira da Arrábida e das planícies envolventes que a separam do Tejo. Esta situação, noutros tempos, revestia-se da maior importância pelas ligações e possibilidades de comunicação que se estabeleciam com os castelos circundantes das linhas do Tejo e do Sado.

Dentro das muralhas do Castelo encontram-se: a Pousada Histórica de Palmela, situada no antigo convento da Ordem de Santiago; a Igreja de Santiago; as ruínas da Igreja de Sta. Maria, em cuja sacristia está instalado o Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago; o Posto de Turismo; lojas de artesanato e produtos regionais e, um Café-Espanada.” (in Castelo de Palmela (cm-palmela.pt))

A sua planta é de um polígono irregular, bem adaptada ao terreno onde está implantada e tem as suas muralhas “reforçadas por torreões de planta quadrada e circular.

A evolução do perímetro defensivo de Palmela pode ser compreendida pelo estudo dessas muralhas, dispostas em três níveis de cercas, sem fossos, separadas por sucessivas barreiras:

  • a linha interna, remontando aos séculos XII e XIII, compreende à muralha mais antiga, amparada por duas torres cilíndricas e a torre de menagem, na qual se abre uma cisterna. Esta terá sido remodelada no século XIV, tendo a sua estrutura reforçada e a sua altura aumentada, coroada com ameias sigladas. Em seu interior, uma escadade cantaria une os vários pavimentos.
  • a linha intermediária, erguida no século XV, é composta de muralhas mais robustas onde se inscrevem a praça de armas, a Igreja de Santa Maria (erguida no século XIIe reedificada no Renascimento), o Convento e a Igreja de Santiago de Palmela, obras góticas.
  • a linha externa, edificada no século XVII, integrada por então modernos baluartes, revelins e tenalhas, visando resistir aos tiros da artilharia.

(In, Castelo de Palmela – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org))

AS FOGAÇAS E OS VINHOS

São um tradicional que pode adquirir um formato redondo ou imitar um cacho de uvas, como se pode ver na foto. Na sua composição entram produtos como açúcar, farinha tipo 55, erva doce, fermento, ovos, canela em pó, laranja, aguardente e banha. Encontram-se à venda em diversos pontos como a Casa Mãe da Rota dos Vinhos que comemora 20 anos. Aqui pode encontrar os melhores vinhos da Península de Setúbal, com destaque para algumas aguardentes e o célebre Moscatel.

Existem muitas marcas e vinhos de inegável qualidade, premiados internacionalmente e que na Casa Mãe da Rota dos Vinhos, bem no centro da vila, no terreiro onde existe também um velho coreto, podem ser adquiridos a preços bem interessantes e com um leque enorme de escolhas, dos brancos aos tintos e rosés.

“De qualidade certificada e aroma inconfundível, os vinhos de Palmela diferenciam-se entre tinto, branco e moscatel. Nos tintos, é a casta Castelão (“Periquita”) que predomina, dando origem a vinhos encorpados, de cor intensa e aroma cheio, com toques de frutos secos e especiarias.
Os brancos derivam de castas como Fernão Pires e Moscatel de Setúbal, com boa estrutura e aroma frutado. As castas Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo dominam nos vinhos generosos, para oferecer o centenário “Moscatel de Setúbal”.

Grande parte da história de Palmela está profundamente ligada à sua importância como região vitivinícola. Desde os tempos mais remotos que se pratica a cultura da vinha, por a região reunir as condições adequadas de solo e clima para a produção de grande variedade de vinhos. A sua fama deve-se à gama de castas existentes, predominando nas tintas o tradicional castelão enquanto que, nas brancas, se destacam Fernão Pires e Moscatel.

Desde finais do séc. XIX, figuras importantes marcaram a economia agrícola da vinha no concelho de Palmela. Alguns produtores de vinho destacaram-se na literatura vinícola, merecendo o reconhecimento nacional e europeu através da atribuição de prémios e medalhas de qualidade.
José Maria dos Santos é, neste caso, a personalidade mais importante que marcou, a partir de finais de oitocentos, a paisagem agrícola do concelho de Palmela. Instalou, no Pinhal Novo, um «mundo vinícola», adquirindo novas parcelas de terreno que arroteou e cultivou utilizando os métodos mais modernos. Ficou conhecido como o proprietário da maior vinha do mundo, plantada no Poceirão, que ocupava uma área de 2400 hectares, com 6 milhões de cepas, produzindo anualmente entre vinte a trinta mil pipas de vinho.
Já na entrada do séc. XX, outro destacado membro se afirmou no concelho de Palmela como «empresário modelo», proprietário da mais moderna adega de Portugal naquela época. Falamos de D. Gregório Gonzalez Briz e da Adega de Algeruz, unidade industrial única distinguida por estar apetrechada com o mais moderno sistema tecnológico de vinificação da época.”

(in, Vinhos (cm-palmela.pt))

Há ainda a destacar a zona dos Moinhos, visitáveis e com alguns percursos pedestres nas imediações, e onde se pode adquirir pão acabado de cozer em fornos a lenha e os bolos tradicionais, as fogaças.

Textos: António Lúcio, www.cm-palmela.pt e www.wikipedia.pt

Fotos: António Lúcio e Dina Pelicho

PELOS MOSTEIROS DA BATALHA E DE ALCOBAÇA

1ª. PARAGEM - MOSTEIRO DA BATALHA

06.12.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Conhecer um pouco da história de Portugal e da sua monumentalidade, é o desafio que lançamos para quem gosta deste tipo de aventura. Para chegar à Batalha de forma mais rápida, partindo de Lisboa via A1 e N1, dista 122 km; se partir do Porto pela A1 são cerca de 196 kms e 362 kms se vier de Faro pela A2 e A1.

Quem não se lembra da Padeira de Aljubarrota e da sua forma de “despachar” os castelhanos? Ou da Ala dos Namorados e da tática do quadrado de Nuno Álvares Pereira? Pois bem, no mosteiro da Batalha tem um símbolo dessa época e bem próximo um centro de interpretação da batalha e que pode visitar sem problemas.

O mosteiro que visitamos na vila da Batalha é o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e conhecido tradicionalmente como Mosteiro da Batalha, foi mandado construir em 1386 pelo rei D.João I, Mestre de Aviz (o condestável Nuno Álvares Pereira) como agradecimento à Virgem Maria pela importante vitória contra os castelhanos na batalha de Aljubarrota.

É um mosteiro dominicano (Ordem de S. Domingos) e demorou mais de 170 anos a ser construído – há uma zona que não foi acabada e se denomina de “Capelas Imperfeitas” – tendo existido 7 reis desde o início até ao termo da construção, sendo que há referências à presença de frades dominicanos desde 1388.

O seu estilo integra-se na arquitetura gótica tardia ou manuelino, e é património mundial pela Unesco, estando classificado como Monumento Nacional desde 1910 e desde 2046 o estatuto de Panteão Nacional. Venceu em 2007 um dos títulos das Sete Maravilhas de Portugal.

2ª PARAGEM - MOSTEIRO DE ALCOBAÇA

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Vimos um pouco mais para Oeste, para terras onde pontificaram os Monges de Cister e encontramos o Mosteiro de Alcobaça, também conhecido como Real Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (o seu nome oficial na Congregação de Alcobaça que chefiava), encontra-se edificado na vila de Alcobaça, distrito de Leiria.

De acordo com a Wikipedia, “é a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português, tendo sido começada a sua construção em 1178 pelos monges da Ordem de Cister.”

É Monumento Nacional desde 1910 e classificado pela Unesco como Património Mundial desde 1989, sendo também uma das Sete Maravilhas de Portugal desde 2007. 

Ainda de acordo com a Wikipédia, “Em 1834 os monges foram forçados a abandonar o mosteiro, na sequência do decreto de supressão de todas as ordens religiosas de Portugal, promulgado por Joaquim António de Aguiar, ministro dos negócios eclesiásticos e da Justiça do governo da regência de D. Pedro, Duque de Bragança.”

Textos: António Lúcio e wikipedia.pt

Fotos: António Lúcio e Dina Pelicho

Mosteiro da Batalha

 Mosteiro de Alcobaça

 

 

SALINAS DE RIO MAIOR E PRESÉPIOS DE SAL

05.12.21 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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No Parque Natural das Serras de Aire e dos Candeeiros, a cerca de 80 kms a Norte de Lisboa, situa-se a cidade de Rio Maior, sede de um concelho com 82,94 km² de área e 12 005 habitantes.

Numa região sem mar, fica a cerca de 30 kms, “as Salinas de Rio Maior situam-se a cerca de 3 km do centro da cidade e encaixam-se num vale no sopé da Serra dos Candeeiros, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Classificadas como Imóvel de Interesse Público desde Dezembro de 1997, estas são as únicas Salinas interiores existentes em Portugal, e as únicas que se encontram em pleno funcionamento na Europa. A primeira referência à sua existência data de 1177, mas pensa-se que o aproveitamento do sal-gema já seria feito desde a Pré-história.

Rodeadas de vinhas e terras de cultivo são consideradas como uma maravilha da natureza, uma vez que o oceano fica a 30 km. O sal é vestígio da presença do mar em épocas remotas. A água, cerca de sete vezes mais salgada que a água do mar, provém de um poço, após passar por uma jazida de sal-gema.”

Na aldeia das Salinas, onde pode adquirir este magnífico sal, estão patentes alguns presépios feitos em sal e que poderá visitar até ao início de 2022.

In https://www.turismoriomaior.pt/

Textos: António Lúcio e https://www.turismoriomaior.pt/

Fotos: António Lúcio