Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

AS MINHAS VIAGENS

NO PARAÍSO DO ATLÂNTICO ILHA DE SÃO MIGUEL - 4º DIA

09.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Dia 4 – parque terra nostra: um local idílico

Mais uma manhã de amena temperatura, a convidar ao passeio pelo Parque Terra Nostra, nas Furnas. Uma visita obrigatória, muito para além do roteiro turístico. É, sem dúvida, um espectacular parque botânico com milhares de espécies diferentes de flora e uma abundante fauna onde pontificam o melro e o priolo.

 

Ao entrarmos, uma árvore com 250 anos dá-nos as boas-vindas. Subimos uma escadaria e acedemos ao grande lago de águas férreas com duas enorme bicas a jorrarem água a cerca de 40 graus, translúcida mas cujo cheiro intenso a ferro não desmente a sua origem. Por todos os espaços onde passa deixa a sua marca acastanhada e o cheiro do ferro.

 

Outro lago, outra piscina, regatos, quedas de água, tudo num ambiente de paz, sossego e quietude, que apela á meditação e sempre com temperaturas excelentes, São cerca de 3,5 kilómetros de percurso, de um passeio que nos leva por este bem cuidado espaço que vale bem a visita, demorada, com paragens para apreciar os muitos espaços e terminar com uma bela banhoca naquelas águas quentes e castanhas, usando um velho calção de banho e uma toalha mais em fim de vida.

 

Das Furnas para São Roque, para almoçarmos no Cais 20 bem frente ao mar. Uma bela vista, comida em quantidade e qualidade (aconselhamos uma dose para 2 pessoas); pedimos uma espetada de polvo e um bife de tubarão, bolo de morango e ananás para sobremesa. Uma delícia.

 

Aproveitámos o tempo que ainda restava para deambular um pouco pela baixa de Ponta Delgada, ver duas igrejas, degustar um gelado de morango e maracujá, comprar umas recordações para a família e, já com uma chuva miudinha em final de tarde que se agravaria mais tarde para chuva e vento forte, lá nos dirigimos ao Aeroporto João Paulo II, em dia que era de coroações do Espírito Santo, para o voo que nos traria de regresso a Lisboa já cheios de saudades dos dias ali passados.

 

Texto: António Lúcio

Fotos: António Lúcio / Dina Pelicho

NO PARAÍSO DO ATLÂNTICO ILHA DE SÃO MIGUEL - 3º DIA

09.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Dia 3 – Povoação/nordeste/porto formoso e um almoço extraordinário

Saímos de Povoação em direcção a Nordeste passando pelo Faial da Terra, seguindo até Achada, mais uns miradouros e parques pelo caminho, com destaque para os Miradouros da Ponta do Sossego e Ponta da Madrugada, o tal de onde dizem se pode admirar um magnífico nascer do Sol e no outro (o do Sossego) o pôr-do-sol. Todos os espaços estão magnificamente tratados, limpos, em excelentes condições e com os jardins muito bem tratados.

 

Mudança de zona, mais para norte, e a temperatura a baixar com o vento a aumentar a sua intensidade. Percorridos mais alguns kilómetros a atingimos a fábrica de chá de Porto Formoso. Visita à pequena mas bem cuidada fábrica, com degustação de chá preto, seguindo-se o almoço no Cantinho do Cais em São Brás. Um “Molho de Peixes”, uma espécie de caldeirada e ensopado, peixes muito bons, bem confecionado, a melhor das refeições até ao momento, depois de termos entrado com umas magníficas lapas grelhadas.

 

Seguimos para Ferraria, termas e piscinas, lavra preta, um contraste espectacular entre o negro das rochas e o azul claro e brilhante do mar, a que se juntam umas piscinas novas e de muita qualidade. A descida para o local é abrupta, com grande inclinação.

 

De regresso a Ponta Delgada, tempo para procurarmos um dos grandes produtores de ananases da ilha, a Arruda Ananases e as suas estufas. Estufas com todas as fases de produção do fruto, espaço para degustar um licor de ananás e para comprar alguns desses produtos.

 

São Roque foi a paragem seguinte, uma praia com areia, algo raro mas que nas localidades seguintes, Pópulo e Livramento, se repete.

 

Depois de uns kilómetros percorridos, de novo passámos nas Furnas e provamos a água das 3 Bicas e antes do jantar encontramos outra fonte, esta com um nome sui generis; Água Peideira…

 

Jantamos no Águas Férreas e regressamos ao Hotel para a nossa última noite desta passagem por esta ilha paradisíaca.

 

Texto: António Lúcio

Fotos: António Lúcio/Dina Pelicho

NO PARAÍSO DO ATLÂNTICO ILHA DE SÃO MIGUEL - 2º DIA

08.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Dia 2– Povoação/Sete Cidades/Gorreana e mais umas voltas

Levantar cedo, 8h30, pequeno almoço simpático, com qualidade, no Hotel do Mar. Depois de um café, seguimos para a empresa de águas minerais Gloria Patri, nas Furnas e comprámos bananas anãs de excelente qualidade e sabor. Seguimos em direcção a Ponta Delgada , subindo em direcção ao miradouro “Vista de Rei”, local emblemático de onde de pode apreciar toda a beleza da Lagoa das Sete Cidades. É uma paisagem única e deslumbrante aquela que se avista deste miradouro privilegiado sobre a Lagoa. Lagoa e localidade que se atingem rapidamente descendo uma estrada com muitas curvas (como em toda a ilha).

 

Sete Cidades, localidade com uma bela igreja, uma vista diferente sobre as Lagoas, ao nível rasante das águas, e depois em direcção a Oeste, uma nova subida para um outro miradouro fabuloso de onde se avistavam os ilhéus de Mosteiros, imponentes na forma como se erguem das águas do mar oceano. A diferença de temperaturas também se fazia sentir entre as vertentes norte e sul com oscilações entre 4 e 6 graus Celsius.

 

Mosteiros, Ginetes, Candelária, Relva e de novo em Ponta Delgada, em busca de almoço que já se fazia tarde… Num intrincado espaço de ruas na zona histórica da cidade que já comemorou 472 anos de história, encontrar um local para parquear a viatura não foi fácil. Não fomos bem sucedidos no primeiro restaurante que procuramos, A Tasca, pois estivemos mais de 40 minutos á espera de na fila, outros tantos sentados á espera que alguém nos atendesse, umas ementas atiradas literalmente para cima da messem qualquer cuidado ou palavra, e um funcionário que passou o tempo a dizer «já aí vou» sem nunca ir, o que é incrível para quem tem recomendação Expresso Boa Cama/Boa Mesa, a não ser que seja para aproveitar o ditado «quem boa cama fizer…».Levantamo-nos desistindo de aí almoçar e um pouco mais abaixo, no Churrasco, um serviço rápido e atencioso, onde comemos um polvo á lagareiro e lulas grelhadas, muito bem confecionados.

 

Com o estomago aconchegado e já perto das 15h30, hora local, fizemo-nos de novo á estrada par nos dirigirmos á fábrica de chá mais emblemática da ilha, a Chás Gorreana. Bonita a forma como estão dispostos os talhões onde estão as plantas de onde se recolhem as folhas que dão origem á reconfortante bebida, com muitos turistas a passearem por entre as fileiras de plantas. Uma visita á fábrica é obrigatória para se perceber um pouco do processo que conduz das folhas ao chá que bebemos depois, oferecida pela empresa a todos quantos a visitam. Degustamos dois tipos de chá, um deles mais forte e de sabor intenso a permanecer bastante tempo nas papilas gustativas. Variedade e qualidade não faltam e no final adquirimos algumas embalagens para trazer de volta ao Continente. E a preços bem interessantes para a qualidade apresentada (excelência). Saímos da Chás Gorreana e poucos kilómetros depois um novo miradouro com uma vista fantástica para o mar. Passo seguinte, a Lagoa do Fogo. Dos 18 graus junto á fábrica baixámos para os cerca  de 10 ao chegar à imponente Lagoa do Fogo, 900 metros acima do nível do mar. O miradouro da Barosa permite desfrutar da imensidão da Lagoa e apreciar um outro tipo de vegetação e passar pela Central geotérmica e pela Caldeira Velha. De novo o cheiro a enxofre fez-se sentir em toda a subida e o tipo de flora mudou radicalmente: das árvores de grande porte, hortênsias e azáleas, passamos a uma vegetação rasteira e sem arbustos. Mas não menos bonita e interessante. Descemos a montanha em direcção a Vila Franca do Campo, aos seus bananais e ao ilhéu, numa altura em que o sol começava a ficar tapado pelas nuvens que se aglomeravam aos poucos escurecendo a tarde.

 

Para jantar neste segundo dia fomos até ao Tony’s nas Furnas. Bife de atum albacora, bom, e cozido das furnas, um pouco salgado. Kima de maracujá, bem fresca, para acompanhar e a rematar tarte de chocolate e vieneta. Um bom café, tempo excelente e regresso ao Hotel.

Texto: António Lúcio

Fotos: António Lúcio / Dina Pelicho

 

NO PARAÍSO DO ATLÂNTICO ILHA DE SÃO MIGUEL - 1º DIA

08.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Dia 1 – Lisboa – Ponta delgada

Meio dia, aeroporto de Lisboa, agora baptizado de Aeroporto Humberto Delgado, prontos para o voo SATA/Air Azores da 13h05. Cinco minutos após a hora indicada, deslocamos de Lisboa com direção a Ponta Delgada, cerca de 2h20 de voo.

Viagem serena, sem turbulências. Aterrámos no Aeroporto João Paulo II cerca das 14h25 locais. Sem muita gente, rapidamente foram entregues as bagagens e fizemos check-in no balcão da rent-a-car para levantar a viatura com que nos deslocaríamos na ilha durante estes 4 dias. Temperatura amena a rondar os 17/18 graus.

Viajamos pela via rápida de Ponta Delgada para a localidade de Povoação onde nos hospedamos no Hotel do Mar. Uma viagem marcada pelo deslumbre de cores, de tonalidades, de contrastes, com árvores, arbustos e flores (azáleas em plena floração). E, desde logo, marcando presença constante, as vacas frísias espalhadas pelos cercados prenhes de erva verde bem viçosa.

Caldeiras, furnas, Lagoa das Furnas, um cheiro intenso a enxofre, a lama a fervilhar, água em enorme ebulição a temperaturas impensáveis, exalando vapores por todos os lados. Indescritível a quantidade de aves – patos e gansos nomeadamente- para além dos melros, dos priolos e outros pequenos passeriformes, que procriam nas margens da Lagoa das Furnas onde, em vários sítios a água borbulha, a temperaturas elevadas.

As furnas onde se cozinha o célebre “Cozido das Furnas”, tem um pequeno percurso, acessível a qualquer pessoa, com um passadiço de madeira de onde se podem apreciar algumas caldeiras em ebulição, com muito vapor de enxofre expelido, outras com lamas em ebulição e os locais onde os proprietários dos restaurantes colocam os tachos do cozido umas boas horas antes deste poder ser degustado (mais de 6h de confecção). Entrar nesta zona custa 2 euros por pessoa…

Depois fomos até à localidade do mesmo nome onde passa uma bela ribeira junto ao Parque Terra Nostra. Nesta localidade jantamos pratos típicos como os filetes de abrótea e o bife tradicional, pudim de ananás ou simplesmente uma fatia de ananás. Os preços, não sendo propriamente baratos, permitem refeições na cada dos 18/20 euros por pessoa.

Já noite escura e quando regressávamos ao hotel em Povoação, a chuva fez a sua aparição, de curta duração diga-se.

Texto: António Lúcio

Fotos: António Lúcio / Dina Pelicho

 

NO PARAÍSO DO ATLÂNTICO ILHA DE SÃO MIGUEL

08.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

IMG_20180426_121007.jpgEm pleno Oceano Atlântico, a pouco mais de 2h de voo desde Lisboa, ergue-se um arquipélago de 9 ilhas, cada qual com os seus encantos muito próprios. O nosso destino foi S. Miguel, um autêntico paraíso e um deleite para todos os sentidos, os quais se apuram a cada momento, a cada esquina, em cada miradouro, face a paisagens deslumbrantes que nos deixam completamente enamorados deste paraíso ao cimo da terra.

E não adianta ir munido de mapas, de guias, pois a cada passo encontrará um desvio que o leva ao desconhecido, que o faz perder a noção do tempo e que o absorve por completo. Por isso, mãos á obra ou pés ao caminho, aventure-se e desfrute como nós desfrutámos, saindo dos roteiros principais mas não deixando de visitar tudo quanto possível numa estadia de quase 4 dias.

 

UMA NOVA ETAPA...

08.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O "As Minhas Viagens" procurará dar a conhecer um ponto de vista diferente do dos habituais roteiros de viagens.

Será uma visão muito pessoal das viagens que habitualmente efectuo e/ou de outras que servem os períodos de férias/lazer em cada ano.

Será bastante visual, com muitas fotos, em especial de Portugal, e de algumas incursões por Espanha.

Para além dos aspectos paisagísticos, históricos, monumentais, haverá lugar para a gastronomia, a boa gastronomia portuguesa e para algumas sugestões de passeios que lhe poderão agradar e cujos preços estão ao alcance da maioria das bolsas.

Espero que goste e nos passe a seguir.

DINOPARQUE: MUITO MAIS QUE UM PARQUE JURÁSSICO NA LOURINHÃ

06.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Recentemente inaugurado num espaço privilegiado bem próximo á Lourinhã, capital dos dinossauros pelo enorme espólio palentológico existente no seu concelho, uma das regiões mais ricas em fósseis de dinossauros da Europa e com um deles a ser baptizado exactamente de Lourinhanosaurus, com uma jazida onde foram encontradas inúmeros ovos (cerca de 100).

Não é o Parque Jurássico dos filmes de Steven Spielberg onde há aventuras perigosas e onde a experimentação científica “ressuscitou” muitas das espécies. Não vamos ouvir os animais nem vê-los a correr de um lado a outro mas a nossa imaginação e a forma como os percursos estão organizados podem levar-nos para além da realidade dos 120 exemplares dispostos pelo parque.

O espaço, muito bem inserido no meio ambiente local, no meio de um magnífico pinhal a poucos kilómetros da Lourinhã, tem, para além da possibilidade de admirar esculturas á escala natural dos dinossauros que viveram nos diversos períodos (e de falaremos em seguida), um espaço museológico que permite também ver os paleontólogos a tratarem diversas peças, uma área de actividades lúdicas, parques para merendas e um pequeno restaurante. No exterior do espaço, o parque de estacionamento parece pequeno para a dimensão do restante espaço e em dia de muita afluência pode ser complicado arranjar um lugar.

O percurso interno está dividido em 4 grandes zonas, correspondentes aos períodos Paleozóico, Triássico, Jurássico e Cretácico, havendo ainda uma zona de escavação dos «diplodocus». É acessível a pessoas com mobilidade reduzida ou em cadeira de rodas.

Desde a vila da Lourinhã até ao parque, todo o percurso está devidamente assinalado e atinge-se rapidamente o Dinoparque. Para quem vai de Lisboa ou vem do Norte, a A8 é o percurso aconselhado é até à saída 9 e depois pela EN 8-2 seguindo as setas que indicam o percurso.

No final da visita, pode passar pela loja e adquirir um dos produtos do merchandising do Dinoparque para ficar com uma lembrança da visita.

Pág. 2/2