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AS MINHAS VIAGENS

AS MINHAS VIAGENS

06.12.22

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE (8)

APROXIMA-SE O NATAL… TEMPO DE COMUNHÃO E DE PARTILHA

  Sempre que se aproximava o dia 8 de Dezembro, era sinal de que o Natal estava mais próximo e com ele, uma série de acontecimentos que movimentava toda a família na nossa casa em Cachimbos e que resultava numa consoada cheia de gente, muita comunhão e partilha e tudo sob o comando da minha mãe, sendo que a parte decorativa (árvore de Natal e presépio era tarefa nossa e do pai. Havia uma tradição, de dia 8, feriado, e que o avô António Diniz fazia questão que cumpríssemos: a (...)
01.12.22

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE (7)

UM ERRO HISTÓRICO…NUM CORTEJO HISTÓRICO-ETNOGRÁFICO

Participei durante vários anos nos Cortejos Histórico-Etnográficos que se realizavam no 1º domingo das Festas e Feira de Verão de Sobral de Monte Agraço e que atraiam até á sede do Concelho milhares de visitantes e interpretei os diversos papéis com todo o respeito que as personagens implicavam. E confesse que gostavam imenso desse convívio e da responsabilidade com que o Amílcar Leitão e o Rui Corado Batista tratavam de tudo para que nada falhasse. Era muita gente envolvida e (...)
28.11.22

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE (5)

QUANDO ERA DIA DE MATANÇA DO PORCO… NOS CACHIMBOS

Todos os anos os meus pais criavam, engordavam, um porco que uns meses mais tarde serviria para se cumprir o ritual agrícola e caseiro da “matança do porco”. Convém esclarecer os menos conhecedores que esta era uma tradição ancestral das nossas terras (aldeias e lugares) e de muitas das famílias rurais criavam o porco que era uma forma de abastecerem as despensas (arcas e salgadeiras próprias) pois não havia frigoríficos ou arcas congeladoras como hoje, e garantirem uma (...)
27.11.22

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE (4)

UMA DIA NA DEBULHA DO TRIGO NA EIRA DA QUINTA DO CARVALHO

Quando era miúdo e o meu pai em conjunto com o meu avô traziam de renda as terras do alto da Forca (Sobral) e da Pêra Longa, à Seramena, era hábito semearem trigo, cevada e aveia, a par das batatas e do grão de bico para consumo próprio, o que se traduzia inevitavelmente por muitos dias passados nessa labuta agrícola ainda que, com a nossa curta idade (10 aos 13 anos talvez) pouco pudéssemos “puxar pelo cabedal”. Mas, ainda assim, ajudava o meu pai e o meu avô António Diniz, (...)
25.11.22

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE (2)

DA AZÁFAMA DA PREPARAÇÃO DO DIA DE TODOS OS SANTOS

A azáfama começava de véspera. Preparar o forno para cozer o pão e fazer as broas de diversos tipos e condimentos. Preparar as carnes, cortá-las em cubos e temperá-las a preceito, numa marinada de vinte e quatro horas para ficarem bem saborosas. Retalhar castanhas para assar ou cozer, ao gosto de cada um. Cortar batatas para cozer ou fritar e acompanhar as belas das fritadas que iriam ser o almoço do dia seguinte. E ainda uns bolos fritos, de laranja ou abóbora. Era assim que a (...)
24.11.22

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE (6)

TRABALHOS NA VINHA – DA PODA À VINDIMA

Quem trabalha na agricultura cedo se acostuma a não haver horários para as inúmeras tarefas que urge realizar e as vinhas não são excepção. Hoje tudo é mecanizado, mas nos anos 70 e 80, tudo, ou quase tudo, era feito com recurso ao trabalho de homens e mulheres, com tarefas específicas, e pouca mecanização existia em vinhedos cuja plantação e disposição erai irregular, quase tanto como os terrenos em que eram implantadas. Umas encostas com alguma pendente bastante (...)
24.11.22

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE (3)

QUANDO A AVÓ SARA COZIA PÃO NO FORNO A LENHA…

De quando em vez a minha avó Sara, que vivia como nós nos Cachimbos, do outro lado da rua (estrada nacional), decidia cozer o tradicional pão de trigo, por vezes também de milho, e em épocas mais festivas até fazia uns bolos de ferradura, uma rosca se estávamos em época dos leilões de Seramena, e uns suspiros que só iam para o grande forno quando se retirava o pão. Como devem calcular era dia de festa. Primeiro, num alguidar de barro vidrado a verde, de grandes dimensões, eram (...)
24.11.22

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE (1)

DOS DIAS PASSADOS EM SUBSERRA E NA MOUCHEIRA

Hoje decidi contar-vos uma história das muitas da minha meninice, dos tempos que ia passar um ou outro dia ao casal onde vivia a minha avó paterna, Aldegundes Maria, e onde criou o meu pai, tios e tias, bem próximo à aldeia de Subserra (Alhandra) e que se chamava Casal do Paneiro de Baixo, bem cerca da mata da Moucheira (onde colhíamos o tradicional pinheiro de Natal, uns medronhos e, numa fonte de água límpida e fresca sempre havia avencas…). Pois bem, o Casal Do Paneiro era uma (...)
23.11.22

NOVOS CAPÍTULOS NA VIDA DO NOSSO BLOGUE

HISTÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE

Decidi acrescentar alguns conteúdos mais pessoais neste meu e vosso blogue por entender que também as viagens à nossa memória mais longínqua, a das vivências de infância, era uma forma de poder dar a conhecer a vida de algun jovens, como eu, que cresceream no campo, que cedo tiveram de ajudar os pais nas tarefas agrícolas, sem nunca descurar a instrução (na primária ou no liceu), contribuindo para os parcos rendimentos financeiros das famílias e aprendendo muito sobre a (...)
19.09.22

SOBRAL M. AGRAÇO – FANFARRAS DOS BOMBEIROS EM FINAL DE FESTAS

Numa organização dos Bombeiros Voluntários de Sobral de Monte Agraço, teve lugar na tarde de ontem, domingo, o desfile de 7 fanfarras de Bombeiros na Avenida Marquês de Pombal, desfile aberto pela 13 A Rufar (ACR 13 de Setembro de Sobral de Monte Agraço), numa das últimas iniciativas das tradicionais Festas e Feira de Verão. Pela avenida, e com muito público a assistir, desfilaram as seguintes Fanfarras: 13 A Rufar (ACR 13 de Setembro de Sobral de Monte Agraço) Bombeiros (...)